Meus Favoritos: Ninguém Pode Saber

Meus Favoritos: Ninguém Pode Saber

Feliz Dia das Mães para todas as mães!

Eu quis fazer um post especial para esta data, e o primeiro filme que me veio à cabeça foi este, apesar de ser um pouco antigo, de 2004. Ele conta a história de 4 crianças encantadoras, que mereciam ter uma mãe melhor. E, para mim, a mensagem final dele é nos fazer refletir sobre a séria responsabilidade que é ser mãe (ou pai).

Eu assisti este filme 3 vezes no cinema. (Há mais de 11 anos atrás, quando um ingresso de cinema não custava o olho da cara, e eu ainda tinha direito a meia-entrada. Bons tempos aqueles…) Para mim, tudo nele é meio hipnotizante: a direção de fotografia, os enquadramento, os movimentos de câmera, a trilha sonora, a atuação das crianças… Eu sinto como se estivesse ouvindo alguém me contar uma história na hora de dormir. Uma história triste, mas que também tem momentos muito bonitos, de aquecer o coração. E é por isso que é um dos meus filmes favoritos.

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Imagem via East Asia

Ninguém Pode Saber é um filme japonês, baseado em fatos reais, sobre Akira, um garoto de 12 anos, e seus 3 meio-irmãos: Kyoko, uma garota de 10 anos, Shigeru, um menino de 7, e Yuki, uma menininha de 4. No início, eles aparecem com sua mãe, Keiko, em um pequeno apartamento alugado, onde ninguém pode saber que moram tantas crianças. O cotidiano delas é estranho: não vão à escola e têm que se virar com a comida, as roupas, e todo o resto. A mãe desaparece por um mês e depois volta como se nada tivesse acontecido, só para pegar suas coisas e ir embora novamente. E Akira faz o que pode para cuidar sozinho de seus irmãos.

É triste, angustiante e desesperador acompanhar as vidas dessas crianças, que não são vítimas de violência, mas são vítimas de abandono físico e emocional. Sua mãe lhes dá abrigo e dinheiro, mesmo que pouco. Mas ela realmente não percebe que isto não é o suficiente. Que crianças precisam de estrutura, de segurança, de disciplina, de educação, de bons exemplos. Pelo menos essas crianças têm o amor e a companhia umas das outras. Mas, a falta de um adulto responsável por perto sela um destino cruel para elas.

O que destaca este filme de tantos outros sobre famílias, é que ele consegue emocionar pela sensibilidade e não pelo sentimentalismo. Os acontecimentos são mostrados quase como em um documentário, sem uma óbvia estrutura dramática, com uma trilha sonora comedida (não manipulativa), com personagens comuns simplesmente vivendo suas vidas normais. E isto torna a história ainda mais real e pungente.

O mesmo diretor, Hirokazu Koreeda, fez outros bons filmes, como Pais e Filhos (2013) e Nossa Irmã Mais Nova (2015). E também recomendo este filme para quem gosta de dramas realistas e sensíveis sobre famílias, como O Quarto de Jack (2015), Boyhood (2014) e Para Sempre Alice (2014).

Younger (1a e 2a Temporadas): Uma Série Chick Flick

Younger (1a e 2a Temporadas): Uma Série Chick Flick

Tenho que dizer que só dei uma chance para esta série porque a maioria das notícias e críticas mencionavam a ligação com Sex And The City: o mesmo criador, a mesma figurinista (e até o mesmo pôster! rs)

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Imagem via IMDB

Younger conta a história de Liza (Sutton Foster), que após 20 anos sendo dona-de-casa, esposa e mãe em tempo integral, decide se divorciar. Por necessidade e por vontade de retomar a carreira, Liza tenta encontrar um emprego de assistente em diversas editoras. Mas ninguém tem interesse em empregar uma quarentona sem experiência de trabalho. E enquanto afoga essas mágoas num bar, Liza percebe que poderia se passar por uma jovem de 20 e tantos anos; e decide embarcar nessa farsa para conseguir o almejado emprego no mundo editorial.

Essa premissa parece bem limitada à primeira vista. E as vezes o dilema de continuar a mentir sobre a idade ou contar a verdade pode ficar repetitivo. Mas acho que, apesar disso, a série consegue ser leve e engraçada, principalmente quando explora as diferenças entre gerações; e consegue também retratar diferentes tipos de mulheres de uma maneira interessante e atual. As interações entre os personagens e as situações cômicas que se desenrolam conseguem fazer a série evoluir bem nas 2 primeiras temporadas. Embora eu acredite que a 3a temporada irá precisar de uma grande guinada para manter a série viva.

Eu recomendo esta série para quem gosta de Sex And The City e de filmes (e livros) do gênero Chick Flick, como por exemplo: O Diário de Bridget Jones (2001), De Repente 30 (2004), O Diabo Veste Prada (2006), e Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (2009), entre outros.

Quem mais já assistiu Younger? Eu confesso que tenho 30 anos e me identifico mais com a Liza 4.0 do que com a Liza 2.6. Rs! E você? Tem vontade de reviver alguma época da sua vida e aproveitá-la de um jeito diferente?

The Lobster: Quem Inventou O Amor?

The Lobster: Quem Inventou O Amor?

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Imagem via Movie Pilot

Dizer que este filme é uma ficção chega a ser um eufemismo. Haja imaginação para criar algo tão maluco assim. E o mais admirável, é o tanto de verdade, nua e crua, que há dentro dele.

A história de The Lobster acontece em um futuro distópico, onde nós acompanhamos David (Colin Farrell), um homem de meia-idade cuja esposa o trocou por outro. Agora que está solteiro, ele é forçado a ir para O Hotel, assim como todas as outras pessoas solteiras, onde deve achar sua nova alma-gêmea em até 45 dias. Após este prazo, se continuarem solteiras, as pessoas são transformadas em um animal de sua escolha.

Louco, né? E você ainda não viu nada. Sem dar spoilers, posso dizer que, partindo desta premissa bizarra, são apresentados personagens ainda mais bizarros, que são submetidos a mais regras super bizarras, e que levam a um desenrolar da história exponencialmente mais e mais bizarro.

Bizarrice demais? Talvez. Para apreciar este filme, esteja aberto a entrar num universo paralelo, e a aceitar todas as bizarrices como plausíveis dentro deste universo: a sociedade, as regras, as pessoas, as motivações, as ações, etc.

Eu aceitei embarcar nessa história, e achei o filme extraordinariamente interessante, do ponto de vista metafórico e também auto-analítico. Tanto que estou aqui, indicando para todo mundo, e pensando até agora em tudo o que o filme coloca em discussão:

O que é o Amor? É um sentimento, uma convenção social, uma escolha? Nós sabemos que o conceito de Amor mudou muito nos últimos séculos. Qual o papel do Amor na sociedade atual? Por que estamos sempre à procura do Amor? É possível viver sem Amor?

Como funciona o Amor? Tem que ser recíproco? O que é imprescindível para que haja Amor? Interesses em comum, atração sexual, honestidade, comprometimento? Por que sofremos por Amor? Quais são os limites do Amor?

Sim, todas essas perguntas e reflexões, entre outras, estão no filme. Mas as respostas estão em aberto, e dependem de cada um de nós.

Eu recomendo este filme para quem gosta de filmes fora do convencional, estranhos, sarcásticos e irônicos, que fazem refletir sobre nossa própria realidade; como por exemplo: Quero Ser John Malkovich (1999), Almas À Venda (2009), Cisne Negro (2010), A Pele Que Habito (2011), Her (2013), e Ex Machina (2015).

Billions (1a Temporada): Quem é o mocinho e quem é o vilão?

Billions (1a Temporada): Quem é o mocinho e quem é o vilão?

Já vou começar dizendo que o grande trunfo da 1a temporada de Billions é justamente não dar uma resposta para a pergunta acima.

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Imagem via The Movie Network

Bobby Axelrod (Damian Lewis) é um bilionário, dono de uma empresa que gerencia fundos de investimentos. E Chuck Rhoades (Paul Giamatti) é um promotor público, conhecido por investigar, e colocar na cadeia, executivos e empresários corruptos. Sem dar spoilers, posso dizer que, quando Chuck Rhoades decide que seu próximo alvo será Bobby Axelrod, arma-se uma verdadeira guerra de poderes, com estratagemas moralmente questionáveis, e ações/reações, escolhas/consequências, bem dramáticas.

Os dois protagonistas têm qualidades e defeitos, cada um com suas próprias ideias de certo e errado, e por isso mostram-se controversos: heróis e vilões, dependendo da situação e da perspectiva. E o espectador, acompanhando os 2 lados dessa história, acaba torcendo ora por um, ora pelo outro, capturado em um emocionante dilema.

Outro atributo da série é retratar, de maneira bastante intrigante, o mundo do mercado de ações. Eu não entendo nada do assunto, como a maioria das pessoas, eu presumo. Por isso, achei a série bem acessível e fascinante para leigos como eu. E ao mesmo tempo que trata de assuntos sérios, que me fazem pensar na minha própria realidade, meus valores e “O que eu faria?”; a série também tem muitos momentos divertidos, de ironia e reviravoltas.

Eu recomendo esta série para quem gosta do Damian Lewis e/ou do Paul Giamatti, porque os dois estão excelentes. Para quem gostou dos filmes O Lobo de Wall Street (2013) e A Grande Aposta (2015). E para quem gosta de dramas com grandes rivalidades, reviravoltas, e sem maniqueísmo.

Quem já assistiu Billions? Gostaram ou não? Você é #TeamAxe ou #TeamChuck? Eu torço para os dois continuarem o duelo!

Primeiro Post!

Primeiro Post!

Eu tive a ideia de criar este blog depois que li um artigo (está em inglês, se alguém quiser ler também), listando 8 boas séries que não emplacaram audiência e não ganharam praticamente nenhuma atenção da mídia especializada, porque simplesmente existem séries demais!

E eu pensei: só essas 8!? Há dezenas de séries e filmes que eu acho que mereciam ser vistos e comentados por mais pessoas. E é pra isso que vai servir este blog! Quero recomendar conteúdos interessantes para todos que ainda não tinham ouvido falar deles, ou não tiveram a oportunidade de serem convencidos a “experimentá-los”.

E aí entra a razão do nome do blog: Eclética Érika.

Para alguns, quando alguém se diz “eclético”, é porque não tem conhecimento ou opinião formada, então diz isso para evitar o assunto. E pode ser que isso aconteça. Mas o meu caso é exatamente o contrário: quero discutir tudo! E eu sou mesmo eclética, no sentido literal da palavra: “que seleciona; que escolhe de várias fontes”. Por exemplo: Eu gosto de comédias românticas, mas também gosto de filmes densos, que chegam a ser até deprimentes de tão realistas. Gosto de animações, filmes de ação, e filmes antigos. Gosto de sitcoms “bobinhas”, mas também de dramas que fazem repensar sua vida e seus próprios conceitos e valores. Gosto de ler biografias, romances, mistérios, e também livros infantis, mangás e histórias em quadrinhos.

Então, quero convidar todo mundo que passar aqui pelo blog, a explorá-lo, sem compromisso, sem medo. Espero que vocês achem muitas coisas interessantes! E, por favor, comentem (podem escrever bastante) e recomendem coisas novas também! Vai ser muito legal! =)