The Lobster: Quem Inventou O Amor?

The Lobster: Quem Inventou O Amor?

the-lobster-a-review-of-relationships-910392
Imagem via Movie Pilot

Dizer que este filme é uma ficção chega a ser um eufemismo. Haja imaginação para criar algo tão maluco assim. E o mais admirável, é o tanto de verdade, nua e crua, que há dentro dele.

A história de The Lobster acontece em um futuro distópico, onde nós acompanhamos David (Colin Farrell), um homem de meia-idade cuja esposa o trocou por outro. Agora que está solteiro, ele é forçado a ir para O Hotel, assim como todas as outras pessoas solteiras, onde deve achar sua nova alma-gêmea em até 45 dias. Após este prazo, se continuarem solteiras, as pessoas são transformadas em um animal de sua escolha.

Louco, né? E você ainda não viu nada. Sem dar spoilers, posso dizer que, partindo desta premissa bizarra, são apresentados personagens ainda mais bizarros, que são submetidos a mais regras super bizarras, e que levam a um desenrolar da história exponencialmente mais e mais bizarro.

Bizarrice demais? Talvez. Para apreciar este filme, esteja aberto a entrar num universo paralelo, e a aceitar todas as bizarrices como plausíveis dentro deste universo: a sociedade, as regras, as pessoas, as motivações, as ações, etc.

Eu aceitei embarcar nessa história, e achei o filme extraordinariamente interessante, do ponto de vista metafórico e também auto-analítico. Tanto que estou aqui, indicando para todo mundo, e pensando até agora em tudo o que o filme coloca em discussão:

O que é o Amor? É um sentimento, uma convenção social, uma escolha? Nós sabemos que o conceito de Amor mudou muito nos últimos séculos. Qual o papel do Amor na sociedade atual? Por que estamos sempre à procura do Amor? É possível viver sem Amor?

Como funciona o Amor? Tem que ser recíproco? O que é imprescindível para que haja Amor? Interesses em comum, atração sexual, honestidade, comprometimento? Por que sofremos por Amor? Quais são os limites do Amor?

Sim, todas essas perguntas e reflexões, entre outras, estão no filme. Mas as respostas estão em aberto, e dependem de cada um de nós.

Eu recomendo este filme para quem gosta de filmes fora do convencional, estranhos, sarcásticos e irônicos, que fazem refletir sobre nossa própria realidade; como por exemplo: Quero Ser John Malkovich (1999), Almas À Venda (2009), Cisne Negro (2010), A Pele Que Habito (2011), Her (2013), e Ex Machina (2015).

Anúncios