Tag: Viciados em Filmes

Tag: Viciados em Filmes

Esta é uma Tag bem famosa na internet. Já vi em vários blogs e canais do YouTube. Então resolvi responder também.

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1. Qual foi o último filme que você assistiu?

O Sal da Terra. É um documentário sobre o famoso fotógrafo brasileiro, Sebastião Salgado. O filme em si, é um documentário “padrão”. A vida, as obras e o próprio Sebastião Salgado é que são impressionantes. Recomendo para os apreciadores de todo tipo de arte.

2. Um filme que quer muito ver?

Zootopia. Eu amo animações e só ouvi falar bem deste filme.

3. Um filme para chorar?

Uma Lição de Amor. Eu assisti no cinema e estava sem lenços de papel. Tem gente que tira sarro da atuação do Sean Penn, mas eu acho emocionante. E a trilha sonora é muito legal.

4. Um filme para rir ? 

Superbad. Eu gosto de comédias, mas é difícil eu dar gargalhadas. Este filme conseguiu essa proeza. É muito bobo e engraçado.

5. Um suspense? 

Garota Exemplar. Não sabia o que esperar do filme e me surpreendi. Não leia spoilers antes de ver o filme!

6. Um filme para ver com a família?

Forrest Gump. Clássico.

7. Um romance?

Apenas Uma Vez. Não é um romance no sentido literal da palavra, ou seja, não é uma história sobre um casal de namorados. Mas é uma história sensível, e um filme encantador, sobre música e amor. A trilha sonora é extraordinária.

8. Um filme lindo?

O Curioso Caso de Benjamin Button. É lindo demais. O visual, a história, as atuações e as mensagens de vida.

9. Um filme para morrer de medo?

Alien. Eu não costumo assistir filmes de terror. Então este é um que eu lembro de ter visto e de ter levado uns sustos.

10. Um filme de ação?

Kill Bill (Vol.1 e 2). Eu gosto das mulheres fodonas, da direção de arte, das cenas de lutas e da trilha sonora.

11. Um filme que não vale a pena?

De volta ao jogo. Eu sei que muita gente gosta desse filme. Mas eu achei chato, e até dormi no meio da história. Se é que pode-se dizer que existe uma história. É basicamente um pretexto para muitas cenas de lutas e tiroteios, uma atrás da outra. Cansativo.

12. Um filme para o feriado?

Cantando Na Chuva. É um clássico do cinema, um dos melhores musicais de todos os tempos, uma história engraçada e metalinguística, com romance e final feliz. Perfeito para um feriado.

13. Um desenho animado?

Meu Vizinho Totoro. Minha vontade é escrever: Todos da Pixar e todos do Studio Ghibli. Mas tive que colocar só um, né?

14. Um filme que todo mundo tem que ver?

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. É um filme bem diferente, e muito interessante, sobre amor e sofrimento. Cuidado com o que você deseja, porque pode se tornar realidade.

15. Um filme que você assistiu 3 ou mais vezes?

Pequena Miss Sunshine. É um dos meus filmes favoritos. Eu me identifico com todos da família, e acho engraçado, irônico, comovente e sensível.

16. Um filme para meninas?

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Este filme é muito peculiar, belo, divertido, leve e do tipo “feel good”.

Quem já assistiu esses filmes? Concordam ou discordam da lista? Viram alguns filmes que não conheciam? Ficaram com vontade de assistir? Quem mais já respondeu essa Tag?

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho: Um Olhar Sensível Sobre A Adolescência

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho: Um Olhar Sensível Sobre A Adolescência

Quem ainda não assistiu este filme, agora tem a oportunidade de ver no Netflix. Ele é de 2014, e foi feito depois que o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho fez sucesso no YouTube. E até foi escolhido como representante brasileiro ao prêmio Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas não chegou a entrar na lista final de concorrentes.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho conta a história de Léo, um típico adolescente, que vai à escola, onde tem amigos, mas também sofre bullying; que pensa em como será seu primeiro beijo, e tem sonhos para o futuro; que briga com os pais super-protetores; e que vivencia os prazeres e as dores da adolescência. Quem não se identifica? E isso é o melhor do filme: a história de Léo é universal. Mesmo ele sendo cego, e mesmo seu primeiro amor sendo uma relação homossexual.

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Imagem via Dammit

E essa universalidade só é possível porque o filme é muito sensível, natural e despretensioso. Os personagens e os diálogos são autênticos. A narrativa e as atuações são sinceras e carismáticas. E o filme evita o sensacionalismo, porque o foco não é a cegueira, não é a homossexualidade, e não é o bullying. É claro que esses temas tornam o enredo mais interessante, pois são muito relevantes, e criam situações atrativas do ponto de vista dramático . Mas o foco principal é a adolescência: essa fase complicada da vida, cheia de dúvidas, desejos, decepções e descobertas.

Nós nos identificamos com as conversas triviais, as fofocas de escola, os ciúmes, os momentos constrangedores, o medo da rejeição, as brigas com os amigos e com os pais, os colegas chatos e inconvenientes, a vontade de ser mais independente, de ter mais liberdade, e as novas sensações emocionais e sexuais que sentimos quando nos apaixonamos por alguém.

E agora que eu já falei sobre suas qualidades, eu gostaria de exprimir uma opinião pessoal sobre a importância que este filme (e outros como ele) podem ter na formação de indivíduos, e de uma cultura, mais tolerantes. Porque este filme torna evidente aquilo que todos já deveríamos saber: Somos todos seres humanos. Não importa nossa orientação sexual, nossa identidade de gênero, nossas deficiências físicas ou mentais, nossa cor de pele ou etnia. Não importa se somos bonitos ou feios, gordos ou magros, pobres ou ricos, populares ou solitários. Todos temos sentimentos, todos sofremos, todos temos dúvidas e medos. Todos merecemos respeito, todos queremos nos relacionar, todos queremos amar e ser amados. E deveríamos sempre nos lembrar disso antes de julgar outras pessoas.

Eu recomendo este filme para quem gosta de histórias sensíveis sobre adolescência e juventude, como Sociedade dos Poetas Mortos (1989), Billy Elliot (2000), Juno (2007), Tomboy (2011), e As Vantagens de Ser Invisível (2012).

Você também se identifica quando lembra das alegrias e tristezas da sua adolescência? Que tipo de adolescente você foi? Eu fui eclética até na minha adolescência: tive meus momentos de rebeldia e raiva do mundo, mas no final acabei decidindo deixar a confusão interna de lado, e me dedicar aos estudos. De certa forma, acho que isso colaborou para que coisas boas surgissem na minha vida. Me interessar mais por filmes e séries, e procurar sempre extrair aprendizado deles, foi uma dessas coisas. E que, ainda hoje, me ajuda a lidar com os problemas da vida.

Colonia: Drama, Romance, Suspense e Aventura

Colonia: Drama, Romance, Suspense e Aventura

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Imagem via IMDB

Este filme é uma mistura de gêneros. Baseada em fatos reais, a história começa como um drama histórico e uma história de amor, que se passa no Chile, em 1973, onde Lena e Daniel são capturados durante a instauração da ditadura do General Pinochet. Daniel é levado para uma instituição de fachada, chamada Colonia Dignidad, onde é torturado e mantido como prisioneiro. Lena logo percebe que nem seus amigos militantes, nem seus compatriotas alemães, estão dispostos a ajudá-la a salvar Daniel. Sendo assim, ela só consegue pensar em um jeito de reencontrar seu grande amor: voluntariamente entrando para o culto que funciona dentro da Colonia. À parti daí, o filme torna-se um suspense: Lena é aceita pelo líder do culto, e tem que seguir as regras criadas por esse falso messias astuto, misógino e pervertido, que faz lavagem cerebral e usa seus devotos como escravos. Quando finalmente encontra Daniel, o suspense vira também uma aventura sobre a arriscada fuga do casal.

Eu diria que Colonia é uma combinação de sucesso. A história de amor é comovente: as atuações de Emma Watson e Daniel Brühl nos convencem de que o romance entre Lena e Daniel é intenso e verdadeiro. O pano de fundo histórico é interessante e perturbador: tanto os retratos da ditadura militar, quanto os do culto religioso, são surpreendentes. O suspense é intrigante e bem construído: os sofrimentos e os perigos por que Lena e Daniel passam são de fazer o coração parar e disparar. E a aventura é empolgante: nós torcemos o tempo todo pelo casal.

E tudo isso faz o filme valer a pena. E a pena é o final, que simplesmente não se encaixa no resto da história. É um final que tenta ser verossímil, mas não consegue ser nem um pouco realista dentro das premissas do filme. Foi obviamente feito para agradar os espectadores acostumados com produções hollywoodianas. E por isso mesmo, destoa de todo o resto, e o pior: enfraquece a significância de tudo o que vimos antes disso.

Mas eu repito: vale a pena. Não é perfeito, mas é um ótimo filme.

Eu recomendo este filme para quem gostou de Argo (2012),que de certa forma parece ter sido usado como referência. E para quem gosta de outros filmes que misturam drama, romance, suspense e ação ou aventura, mas em proporções diferentes, como por exemplo: O Labirinto do Fauno (2006), O Preço do Amanhã (2011), a saga Planeta dos Macacos, e a saga Jogos Vorazes.

Você gosta dessas misturas? Ou prefere filmes mais específicos? E você também acha que, mesmo quando um filme decepciona no final, ele pode continuar valendo a pena?

Meus Favoritos: Ninguém Pode Saber

Meus Favoritos: Ninguém Pode Saber

Feliz Dia das Mães para todas as mães!

Eu quis fazer um post especial para esta data, e o primeiro filme que me veio à cabeça foi este, apesar de ser um pouco antigo, de 2004. Ele conta a história de 4 crianças encantadoras, que mereciam ter uma mãe melhor. E, para mim, a mensagem final dele é nos fazer refletir sobre a séria responsabilidade que é ser mãe (ou pai).

Eu assisti este filme 3 vezes no cinema. (Há mais de 11 anos atrás, quando um ingresso de cinema não custava o olho da cara, e eu ainda tinha direito a meia-entrada. Bons tempos aqueles…) Para mim, tudo nele é meio hipnotizante: a direção de fotografia, os enquadramento, os movimentos de câmera, a trilha sonora, a atuação das crianças… Eu sinto como se estivesse ouvindo alguém me contar uma história na hora de dormir. Uma história triste, mas que também tem momentos muito bonitos, de aquecer o coração. E é por isso que é um dos meus filmes favoritos.

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Imagem via East Asia

Ninguém Pode Saber é um filme japonês, baseado em fatos reais, sobre Akira, um garoto de 12 anos, e seus 3 meio-irmãos: Kyoko, uma garota de 10 anos, Shigeru, um menino de 7, e Yuki, uma menininha de 4. No início, eles aparecem com sua mãe, Keiko, em um pequeno apartamento alugado, onde ninguém pode saber que moram tantas crianças. O cotidiano delas é estranho: não vão à escola e têm que se virar com a comida, as roupas, e todo o resto. A mãe desaparece por um mês e depois volta como se nada tivesse acontecido, só para pegar suas coisas e ir embora novamente. E Akira faz o que pode para cuidar sozinho de seus irmãos.

É triste, angustiante e desesperador acompanhar as vidas dessas crianças, que não são vítimas de violência, mas são vítimas de abandono físico e emocional. Sua mãe lhes dá abrigo e dinheiro, mesmo que pouco. Mas ela realmente não percebe que isto não é o suficiente. Que crianças precisam de estrutura, de segurança, de disciplina, de educação, de bons exemplos. Pelo menos essas crianças têm o amor e a companhia umas das outras. Mas, a falta de um adulto responsável por perto sela um destino cruel para elas.

O que destaca este filme de tantos outros sobre famílias, é que ele consegue emocionar pela sensibilidade e não pelo sentimentalismo. Os acontecimentos são mostrados quase como em um documentário, sem uma óbvia estrutura dramática, com uma trilha sonora comedida (não manipulativa), com personagens comuns simplesmente vivendo suas vidas normais. E isto torna a história ainda mais real e pungente.

O mesmo diretor, Hirokazu Koreeda, fez outros bons filmes, como Pais e Filhos (2013) e Nossa Irmã Mais Nova (2015). E também recomendo este filme para quem gosta de dramas realistas e sensíveis sobre famílias, como O Quarto de Jack (2015), Boyhood (2014) e Para Sempre Alice (2014).

The Lobster: Quem Inventou O Amor?

The Lobster: Quem Inventou O Amor?

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Imagem via Movie Pilot

Dizer que este filme é uma ficção chega a ser um eufemismo. Haja imaginação para criar algo tão maluco assim. E o mais admirável, é o tanto de verdade, nua e crua, que há dentro dele.

A história de The Lobster acontece em um futuro distópico, onde nós acompanhamos David (Colin Farrell), um homem de meia-idade cuja esposa o trocou por outro. Agora que está solteiro, ele é forçado a ir para O Hotel, assim como todas as outras pessoas solteiras, onde deve achar sua nova alma-gêmea em até 45 dias. Após este prazo, se continuarem solteiras, as pessoas são transformadas em um animal de sua escolha.

Louco, né? E você ainda não viu nada. Sem dar spoilers, posso dizer que, partindo desta premissa bizarra, são apresentados personagens ainda mais bizarros, que são submetidos a mais regras super bizarras, e que levam a um desenrolar da história exponencialmente mais e mais bizarro.

Bizarrice demais? Talvez. Para apreciar este filme, esteja aberto a entrar num universo paralelo, e a aceitar todas as bizarrices como plausíveis dentro deste universo: a sociedade, as regras, as pessoas, as motivações, as ações, etc.

Eu aceitei embarcar nessa história, e achei o filme extraordinariamente interessante, do ponto de vista metafórico e também auto-analítico. Tanto que estou aqui, indicando para todo mundo, e pensando até agora em tudo o que o filme coloca em discussão:

O que é o Amor? É um sentimento, uma convenção social, uma escolha? Nós sabemos que o conceito de Amor mudou muito nos últimos séculos. Qual o papel do Amor na sociedade atual? Por que estamos sempre à procura do Amor? É possível viver sem Amor?

Como funciona o Amor? Tem que ser recíproco? O que é imprescindível para que haja Amor? Interesses em comum, atração sexual, honestidade, comprometimento? Por que sofremos por Amor? Quais são os limites do Amor?

Sim, todas essas perguntas e reflexões, entre outras, estão no filme. Mas as respostas estão em aberto, e dependem de cada um de nós.

Eu recomendo este filme para quem gosta de filmes fora do convencional, estranhos, sarcásticos e irônicos, que fazem refletir sobre nossa própria realidade; como por exemplo: Quero Ser John Malkovich (1999), Almas À Venda (2009), Cisne Negro (2010), A Pele Que Habito (2011), Her (2013), e Ex Machina (2015).